Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Brasil

Médica é afastada por pedir que colegas não dessem alta a petistas na eleição

Mensagem foi enviada em grupo privado durante o fim de semana do pleito, em Goiás; caso é investigado.

Uma médica que chefiava a área de ginecologia e obstetrícia de um hospital em Goiânia foi afastada de suas funções após orientar colegas a não concederem alta a pacientes identificados como petistas no último fim de semana. A medida, revelada em mensagens vazadas, visava evitar que esses eleitores pudessem sair para votar no domingo (4).

O episódio de intolerância levanta alertas sobre o uso da assistência pública à saúde para interferências político-partidárias e já foi parar no Ministério Público Federal. O bloqueio de uma alta médica sem justificativa técnica priva o cidadão de sua liberdade e do direito fundamental de ir às urnas.

Em um grupo privado de médicos no aplicativo, a profissional identificada como Marcella Segato de Sousa Melo escreveu: "Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista". Outros profissionais reagiram à mensagem com risadas e sinais de apoio. O hospital afirmou repudiar a atitude e confirmou o afastamento da chefe, enquanto a Secretaria Municipal de Saúde iniciou uma apuração administrativa. O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) declarou que apura as condutas éticas em sigilo. A médica não foi localizada para comentar o caso.

Com informações de G1 e UOL.

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