Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
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Cultura

Mestre ceramista Yasuichi Kojima morre aos 92 anos em São Paulo

Artista japonês trouxe a técnica de pintura em porcelana para o Brasil ao fugir da crise pós-guerra

O artista e ceramista Yasuichi Kojima morreu aos 92 anos, após deixar um imenso legado para a produção e a pintura de porcelanas no Brasil. O profissional, que mantinha o ofício vivo e dedicava seu tempo às pinturas até os últimos dias de sua vida, construiu do zero um império cultural a partir das técnicas que aprendeu com sua família.

A vida de Kojima foi desenhada por uma grande migração aos 19 anos de idade, quando precisou sair do Japão no ano de 1953, de forma a fugir da forte crise e da escassez do pós-Segunda Guerra Mundial. Ele chegou no Brasil apenas com uma mala e cerca de 50 dólares à disposição, sem dominar a língua local, sendo empregado primeiramente por uma fábrica na cidade de São Caetano do Sul.

Com o dinheiro juntado desse primeiro emprego no ABC paulista, o artesão foi capaz de adquirir um terreno em Mauá, no bairro do Feital, local que futuramente se tornaria a sua própria base de negócios e arte. No fim dos anos 1950, Kojima viabilizou a viagem de sua família para o país e ergueu ao lado de seus pais e irmãos os grandes fornos de sua própria fábrica de porcelanas, que não pararia mais.

O sucesso das peças decoradas levou as obras não apenas para os estabelecimentos de restauração de toda a região e de fora do Brasil, mas também para galerias de arte prestigiadas. O grande reconhecimento das finas técnicas asiáticas transformou suas ferramentas em história, colocando os trabalhos de Kojima dentro dos acervos do Museu do Ipiranga e da Pinacoteca de São Paulo.

Com informações de UOL e Folha.

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