Domingo, 01 de novembro de 2026
Cultura

Morre o arquiteto Nando Manini, percussionista do histórico festival da Record de 1966

Instrumentista tocou ao lado de Jair Rodrigues no célebre empate entre Disparada e A Banda

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Morreu neste fim de semana o arquiteto, urbanista e instrumentista Nando Manini, figura que marcou a história cultural brasileira ao participar de um dos episódios mais emblemáticos da Música Popular Brasileira (MPB) na década de 1960, em São Paulo.

Manini ganhou notoriedade ao subir ao palco do Teatro Record vestindo terno e gravata borboleta na final do 2º Festival de Música Popular Brasileira, em 1966. Na ocasião, empunhou com destreza uma queixada de burro — instrumento percussivo de origem afroperuana feito da mandíbula desidratada do animal — para emitir o som estalado que acompanhou a voz de Jair Rodrigues na execução de "Disparada", canção composta por Geraldo Vandré e Théo de Barros que terminou empatada em primeiro lugar com "A Banda", de Chico Buarque.

Definindo-se bem-humoradamente como um "músico acidental", Manini conciliava a formação acadêmica na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) com aparições em produções artísticas pioneiras. Ele integrou a temporada de "Arena Conta Zumbi", clássico teatral assinado por Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal com composições de Edu Lobo, além de participar do espetáculo "Esse Mundo é Meu", ao lado dos cantores Sérgio Ricardo e Toquinho, e liderar animações de blocos carnavalescos em Mococa, sua cidade de origem no interior paulista.

Após a efervescência artística daquele período, Manini consolidou sua carreira profissional no planejamento urbano e na arquitetura, área em que atuou por décadas e recebeu elogios constantes de colegas de profissão pelo rigor técnico e pela generosidade no trato cotidiano.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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