Morte em laboratório russo atrai atenção da OMS e acende debate sobre armas biológicas
Organização Mundial da Saúde confirma comunicação do caso pelo país, que nega registro de peste
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a Rússia confirmou a morte de uma funcionária de um centro de pesquisa sobre a peste na Sibéria, embora o país negue a ocorrência de casos da doença. O incidente ocorreu num laboratório que tem histórico de armazenamento de patógenos altamente contagiosos.
O caso chama a atenção da comunidade internacional e pode aumentar a pressão por transparência nas instalações científicas russas. Nos Estados Unidos e em outros países, o episódio reaqueceu as suspeitas de que laboratórios do tipo possam estar envolvidos em testes não declarados de armas biológicas, remetendo a projetos da extinta União Soviética.
O Instituto de Investigação da Peste, localizado em Irkutsk, trabalha oficialmente com o objetivo de proteger a saúde pública, recolhendo amostras de agentes como os da peste e do antraz. No entanto, relatórios estrangeiros apontam que ele colaborava com programas militares no passado, gerando desconfiança sobre a real natureza de suas atuais pesquisas.
Especialistas ressaltam que as regras internacionais diferenciam a pesquisa defensiva da ofensiva. A primeira busca meios de proteção contra ameaças biológicas, enquanto a segunda, focada no desenvolvimento de armamentos, é estritamente proibida por tratados globais.
Com informações de Euronews e UOL.
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