Mudanças climáticas podem reduzir o PIB do Brasil em 4% até 2050
Um estudo inédito da OCDE revelou que o custo macroeconômico das mudanças climáticas afetará severamente o Brasil nas próximas décadas. Segundo o relatório divulgado em setembro, o país pode perder cerca de 4% do seu PIB per capita até 2050 em um cenário de manutenção das políticas atuais. O impacto projetado para o Brasil é praticamente o dobro da média estimada para os países da OCDE, que devem sofrer uma retração de 2%.
A pesquisa detalha que o principal fator responsável por essa perda nacional, respondendo por cerca de três pontos percentuais, é o estresse térmico, que reduz drasticamente a produtividade do trabalho na indústria, construção civil e nos serviços, especialmente pela alta informalidade e trabalho sob o calor intenso. A piora das condições agroclimáticas também deve derrubar os rendimentos potenciais das lavouras de soja, arroz e trigo.
Embora a elevação do nível do mar e as enchentes pesem menos na média do país, o relatório alerta para a gravidade local dessas ocorrências. Os pesquisadores estimam que cerca de 70% do dano projetado para o século já está "contratado" até 2050, independentemente das políticas de mitigação imediatas, reforçando a urgência da formulação de medidas de adaptação climática pelos governos.
Com informações de UOL e Folha.
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