Sábado, 03 de outubro de 2026
Brasil

Novo Batalhão Bravo da PM paulista opera sem efetivo próprio e sem decreto oficial

Anunciada pelo governo estadual perto das eleições, unidade de combate a roubos remaneja policiais de outras áreas de patrulhamento.

O governo do Estado de São Paulo anunciou a criação do Batalhão de Resposta Avançada Operacional (Bravo) da Polícia Militar, voltado ao combate de roubos e furtos, a menos de duas semanas das eleições. No entanto, a nova unidade opera de forma improvisada: não possui efetivo próprio, comandante fixo, sede formal ou um decreto oficial de criação.

A medida chama a atenção pelo momento em que foi divulgada, às vésperas do pleito em que o governador Tarcísio de Freitas busca a reeleição. A falta de estrutura própria levanta questões operacionais, já que o novo grupo utiliza policiais remanejados de unidades cuja finalidade original é o patrulhamento de rotina nos bairros da cidade.

Questionada sobre a ausência de formalização, a Polícia Militar defendeu o modelo adotado. Segundo o coronel Alexandre Vilariço, comandante da Coordenadoria Operacional da corporação, o Bravo é um batalhão "modular e matricial". O oficial afirmou que, por não ser um batalhão territorial fixo, a unidade não precisa ser criada por decreto ou regulamentação, bastando uma ordem de operações interna.

A tropa é formada por uma junção de agentes de diferentes divisões, reunindo 250 policiais e 150 motocicletas, além de viaturas de apoio, com equipes portando fuzis. O trabalho conta com o empréstimo de PMs do 2º Batalhão de Choque, especializado em grandes eventos e escoltas. Após atuar nas ruas até quinta-feira (1º), o grupo faz uma pausa durante o fim de semana das eleições e retoma as operações na segunda-feira (5).

Com informações de UOL e Folha.

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