Domingo, 04 de outubro de 2026
Cultura

O que é punk: significado mudou de ofensa a contracultura na visão de Joey Ramone

Termo pejorativo nos anos 1960 ganhou força de resistência na voz de artistas e críticos musicais do rock

Placa da rua Joey Ramone Place
Placa de rua em homenagem a Joey Ramone em Nova York · Foto: Mig Gilbert / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A palavra "punk", mundialmente conhecida por definir o movimento musical de contracultura dos anos 1970, começou sua trajetória no rock de forma acidental e negativa. O jornalista norte-americano Lester Bangs e o vocalista Joey Ramone (1951-2001) foram figuras centrais para moldar o sentido de rebeldia que o termo carrega hoje.

Entender a raiz dessas definições ajuda a compreender como a cultura musical se transforma ao longo do tempo. O que antes servia para rotular jovens desajustados passou a representar um estilo de vida independente, influenciando não apenas a música, mas também a moda e o comportamento nas décadas seguintes.

O uso da palavra no rock ganhou força em 1969, quando Lester Bangs escreveu uma resenha para a revista Rolling Stone sobre o álbum de estreia da banda MC5. Ele chamou os músicos de "um bando de punks de 16 anos em uma viagem de poder". Na época, a palavra servia como xingamento para bandidos inexperientes ou pessoas que incomodavam a ordem. Com o tempo, Bangs percebeu que havia batizado sem querer uma subcultura inteira de adolescentes obcecados por rock rápido.

Para quem produzia a música, no entanto, o sentido ia além do som agressivo. Em uma antiga entrevista resgatada, Joey Ramone, líder dos Ramones e uma das maiores vozes do movimento, explicou sua visão sobre o tema. Para ele, ser punk não era apenas tocar três acordes velozes, mas sim ter liberdade e coragem para ser autêntico em um mundo padronizado.

Com informações de Rolling Stone Brasil e Terra.

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