Pagamentos digitais impõem desafios na educação financeira de crianças
Especialistas orientam famílias a ensinar limites de consumo e poupança desde a infância na era do Pix
A expansão de pagamentos digitais por Pix e celulares alterou a forma como as famílias lidam com o dinheiro e trouxe novos desafios para a educação financeira infantil neste feriado de Dia das Crianças.
Segundo especialistas em finanças pessoais, a ausência de cédulas e moedas físicas dificulta o entendimento das crianças sobre limites de orçamento, já que os gastos passam a ocorrer com poucos cliques em aplicativos e jogos digitais.
Para a educadora financeira Daiane Alves, da Neon, o aprendizado financeiro deve acompanhar o desenvolvimento da criança e não precisa começar com contas bancárias. Na faixa de 3 a 6 anos, a prioridade é ensinar que o dinheiro é limitado e que escolher um item envolve abrir mão de outro, utilizando situações cotidianas, como compras em supermercados, para comparar preços.
Na adolescência, a orientação é aprofundar a autonomia dos jovens com o gerenciamento de mesadas e a percepção das consequências de suas escolhas, introduzindo gradualmente o hábito de poupar e as primeiras noções sobre aplicações em renda fixa.
Com informações de Exame e Valor Investe.
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