Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
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Parlamento da França aprova abertura de CPI para investigar violência em protestos

Deputados apurarão ação de forças policiais e suposta organização em redes sociais

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A Assembleia Nacional da França fechou um acordo partidário nesta terça-feira (20) para instaurar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) com a missão de investigar a sequência de tumultos, depredações e saques ocorridos durante protestos no país. A apuração vai se concentrar nos atos registrados em 17 de outubro, enquanto diversas cidades francesas decidiram manter o toque de recolher noturno pelo segundo dia consecutivo diante de novos riscos de distúrbios.

A medida representa um passo institucional relevante para entender a dimensão dos prejuízos econômicos e a escalada de confrontos em solo francês. A comissão avaliará tanto a eficácia das estratégias policiais adotadas pelo Ministério do Interior quanto a existência de redes organizadas para provocar confrontos premeditados com agentes de segurança.

A proposta de criar a comissão, procedimento considerado raro na rotina legislativa de Paris, partiu da presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet. O senador Laurent Lafon, que atua como relator na apuração de desinformação no Senado francês, frisou que o trabalho terá de separar as passeatas pacíficas das agressões planejadas, apurando se campanhas orquestradas nas redes sociais serviram para inflamar saques no comércio.

O tema provocou forte embate ideológico entre as alas partidárias. A bancada do Reunião Nacional (RN), liderada por Marine Le Pen, culpou o Poder Executivo por ineficiência na contenção da desordem e acusou o movimento França Insubmissa (LFI) de instigar os protestos violentos. Em resposta, o grupo liderado por Jean-Luc Mélenchon rebateu que o descontentamento popular nas ruas decorre de medidas econômicas governamentais impopulares.

Com a aprovação do requerimento, o Parlamento francês dará início à escolha dos membros relatores nos próximos dias para convocar comandantes das polícias e autoridades ministeriais para prestar esclarecimentos públicos.

Com informações de RFI Brasil, UOL e CartaCapital.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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