Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Brasil

Pesquisa alerta para custo emocional e violência contra meninas nas escolas

Relatos de tristeza persistente e falta de vontade de viver são o dobro em alunas na comparação com estudantes homens.

Dados da edição de 2024 da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) revelam uma forte disparidade no bem-estar emocional e mental entre estudantes de diferentes gêneros nas escolas brasileiras. Enquanto 12% dos meninos relataram ter perdido a vontade de viver no ambiente de ensino, o índice alcançou 25% entre as meninas, e a queixa de tristeza persistente afetou 41% das alunas, contra 17% dos alunos masculinos.

As estatísticas escancaram um custo emocional grave imposto às estudantes, fortemente ligado à convivência com a violência de gênero e imposição de estereótipos dentro dos colégios. Esse quadro preocupante costuma ficar oculto pelos levantamentos tradicionais de qualidade de ensino, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgado em 2025, que foca exclusivamente nas notas dos alunos e em suas taxas de aprovação, ignorando fatores de convivência.

A constatação gerou um movimento entre especialistas para que o recorte de gênero seja incluído prioritariamente nas políticas públicas para as escolas, visando garantir proteção emocional. Atualmente, os esforços das secretarias priorizam falhas socioeconômicas e raciais, e pesquisadores apontam que reverter o mal-estar mental feminino exige ações específicas de segurança e conscientização.

Precisa de ajuda? O CVV atende pelo telefone 188, de graça, 24 horas.

Com informações de UOL e Folha.

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