Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Brasil

Pesquisa da UFRJ recria rostos de pessoas escravizadas com inteligência artificial

Projeto Biografias Imaginadas usa descrições de processos do século 19 para gerar imagens digitais

Palácio Universitário da UFRJ
Interior do prédio da UFRJ · Foto: Estudante do IE-UFRJ / Wikimedia Commons (CC0)

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está devolvendo os traços faciais a vítimas da escravidão no Brasil através da inteligência artificial. O projeto Biografias Imaginadas, coordenado pela historiadora Marialva Barbosa, está resgatando as características físicas dessas pessoas a partir de informações contidas em antigas fichas da Casa de Detenção da Corte, anúncios de jornais e processos penais dos séculos passados.

As descrições minuciosas encontradas nos documentos judiciais relatam desde a textura do cabelo e formato dos olhos até a espessura dos lábios e nariz. Ao repassar essas coordenadas à IA, o sistema consegue desenhar digitalmente os traços fisionômicos aproximados das vítimas, inclusive adicionando cicatrizes e marcas de identificação das nações bantas originais antes de sua captura.

O uso da tecnologia cortou o tempo de pesquisa drasticamente. O que antes demandava seis meses para compreender a caligrafia de um processo, hoje é feito pela máquina em apenas 15 dias. Ainda assim, a professora revisa cada comando cautelosamente, já que a ferramenta pode incluir anacronismos nas roupas ou no fundo das imagens se não houver exatidão. Até agora, sete perfis foram montados e três rostos já ganharam forma material, dando um sentido emocional e tangível à memória das vítimas do tráfico transatlântico.

Com informações de UOL, Folha e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise