Pesquisa da UFRJ recria rostos de pessoas escravizadas com inteligência artificial
Projeto Biografias Imaginadas usa descrições de processos do século 19 para gerar imagens digitais
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está devolvendo os traços faciais a vítimas da escravidão no Brasil através da inteligência artificial. O projeto Biografias Imaginadas, coordenado pela historiadora Marialva Barbosa, está resgatando as características físicas dessas pessoas a partir de informações contidas em antigas fichas da Casa de Detenção da Corte, anúncios de jornais e processos penais dos séculos passados.
As descrições minuciosas encontradas nos documentos judiciais relatam desde a textura do cabelo e formato dos olhos até a espessura dos lábios e nariz. Ao repassar essas coordenadas à IA, o sistema consegue desenhar digitalmente os traços fisionômicos aproximados das vítimas, inclusive adicionando cicatrizes e marcas de identificação das nações bantas originais antes de sua captura.
O uso da tecnologia cortou o tempo de pesquisa drasticamente. O que antes demandava seis meses para compreender a caligrafia de um processo, hoje é feito pela máquina em apenas 15 dias. Ainda assim, a professora revisa cada comando cautelosamente, já que a ferramenta pode incluir anacronismos nas roupas ou no fundo das imagens se não houver exatidão. Até agora, sete perfis foram montados e três rostos já ganharam forma material, dando um sentido emocional e tangível à memória das vítimas do tráfico transatlântico.
Com informações de UOL, Folha e Google Notícias.
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise