Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
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Política

Pesquisa mostra que evangélicos rejeitam uso de igrejas para campanhas políticas

Maioria dos fiéis é contra indicação de candidatos por pastores e repudia discussões eleitorais no horário de culto

Igreja Evangélica Luterana
Sede de Igreja Evangélica · Foto: Eugenio Hansen, OFS (CC BY-SA 3.0)

Mais de 80% dos fiéis brasileiros são contrários à transformação de templos religiosos em ambientes para a política eleitoral. É o que revelou a pesquisa "Religião e Vida Pública no Brasil", elaborada pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) e pela Quaest. O número aponta uma desconexão entre as cúpulas de algumas instituições e a base religiosa.

Os dados demonstram que 90% dos entrevistados se opõem à realização de campanhas dentro dos espaços religiosos. A rejeição às orientações diretas de voto dadas por pastores e padres alcança 83%, enquanto 82% desaprovam a presença da discussão política durante cultos e missas. A pesquisa mostrou que, em geral, os fiéis se sentem capazes de formar a própria opinião sem intervenção das cúpulas.

De acordo com a pesquisadora Lívia Reis, a politização dos espaços a partir de 2018 gerou divisões nas igrejas. Hoje, o protagonismo público dos líderes acontece mais fortemente na internet e no Congresso. Pastores ouvidos no estudo relataram que o trauma político gerou a saída de muitas pessoas das comunidades e que a temática eleitoral se tornou uma ferida dentro do ambiente religioso.

Com informações de Agência Brasil e IstoÉ.

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