Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Ciência

Pesquisadora Orminda dedicou três décadas à genética na USP

Com trabalho meticuloso no microscópio, ela ajudou cientistas a classificar moscas essenciais para o avanço dos estudos biológicos.

A pesquisadora cearense Orminda, que dedicou mais de três décadas de sua vida ao Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), faleceu. Ela desempenhou um papel fundamental nos bastidores da ciência brasileira por meio da classificação meticulosa de moscas utilizadas em pesquisas de genética.

Nascida no interior do Ceará, ela se mudou para São Paulo com as irmãs com a ajuda de frades dominicanos, após a mãe ficar viúva aos 35 anos. Na capital paulista, formou família e conviveu pacificamente com o contraste entre o catolicismo progressista e a farda militar de seu marido, um oficial do Exército.

Em sua rotina no laboratório, Orminda passava os dias ao microscópio separando e catalogando centenas de exemplares de Drosophila melanogaster, popularmente conhecidas como moscas-da-fruta. O trabalho exigia precisão clínica para distinguir machos e fêmeas e notar minúsculas alterações nas asas, nas manchas e nos olhos dos insetos.

Sua habilidade singular na observação rápida e apurada das drosófilas contribuiu significativamente para os avanços nos estudos de pesquisadores da universidade. Pela excelência de seu empenho no Instituto de Biociências, Orminda chegou a ter seu nome creditado de forma oficial em publicações científicas.

Com informações de UOL, Folha e Google Notícias.

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