Plano sucessório de Giorgio Armani impõe desafios ao mercado de luxo global
Fragmentação das vendas aos competidores EssilorLuxottica, LVMH e L'Oréal gera dúvidas sobre o controle criativo póstumo
A grife de moda italiana fundada por Giorgio Armani iniciou os processos contábeis e mercadológicos que obedecem à política pré-estabelecida pelo herdeiro majoritário e criador da marca para caso de falecimento. No entanto, os planos do visionário para manter a Armani unida esbarram no mau momento do mercado voltado ao luxo.
As especificações estipuladas apontam ao bloco formado pelas empresas EssilorLuxottica, LVMH e L'Oréal para adquirir apenas 15% de participação e formar uma malha de suporte contra compradores forasteiros, preservando licenças nas divisões de perfumes, roupas e óculos da empresa.
Entretanto, parte substancial dos parceiros está envolvida na liquidação de participações secundárias para blindar os negócios de lucros recentes baixos. De um lado, a LVMH vem de quedas na bolsa; do outro, o recuo nos faturamentos contábeis nas linhas secundárias da própria Armani – com receitas caindo 2,8% em 2025 – afastou ainda mais a ideia de atrair interesse em conjunto sem um poderio de gestão vigoroso.
Diante do impasse, agências e consultorias ressaltam que o loteamento exigido pelas escrituras sucessórias, em vez de evitar que a identidade acabe fraturada, tem chances de minar os rumos das reestruturações do império após a saída da figura principal.
Com informações de UOL e Folha.
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