Sábado, 10 de outubro de 2026
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Brasil

PM que atirou em ato pró-Lula teve armas suspensas por ameaçar a esposa

Sargento foi alvo de medidas protetivas em 2024, revogadas no ano passado após a mulher informar que não as desejava mais.

O sargento da Polícia Militar de Sergipe Manoel Messias dos Santos, identificado como o autor de um disparo para o alto durante um ato a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quinta-feira (8), já teve o porte de armas suspenso por violência doméstica. Em 2024, a Justiça o obrigou a entregar seu armamento após ele ameaçar a companheira de morte.

A revelação do histórico de violência do policial aumenta a pressão sobre a corporação, que agora investiga sua conduta na manifestação política. O caso levanta questionamentos sobre os critérios para a devolução e manutenção do porte de arma de fogo para agentes de segurança com histórico de ameaças e perda de controle emocional.

De acordo com o processo que correu no 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Aracaju, o sargento costumava exibir pistolas e fazer ameaças quando consumia álcool. Na época, ele precisou entregar duas pistolas, sete carregadores e cerca de 70 munições ao comando da 6ª Companhia Independente da PM por ordem judicial. O PM também foi obrigado a sair de casa e proibido de se aproximar da mulher.

As medidas restritivas e a suspensão do armamento foram revogadas em novembro do ano passado. A devolução ocorreu depois que a própria companheira procurou a Justiça para informar que não tinha mais o desejo de manter a proteção legal contra o policial, com quem mantinha um relacionamento de 15 anos.

Com informações de Google Notícias, CartaCapital e Estado de Minas.

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