Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Brasil

Polícia afasta legítima defesa, mas Justiça solta bombeiro que matou estudante

Inquérito indiciou militar por homicídio qualificado após morte a tiros durante briga de trânsito em Taubaté

A Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito sobre a morte do estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, e afastou a tese de legítima defesa apresentada pelo bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, autor dos disparos.

No relatório final, a corporação indiciou o bombeiro por homicídio qualificado, apontando o cometimento do crime por motivo fútil e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a investigação, após uma discussão no trânsito em Taubaté (SP) na manhã de quarta-feira (30), o militar desceu do próprio veículo, quebrou o vidro do carro de Bruno com golpes e atirou no universitário.

Apesar do indiciamento e da reiteração do pedido de prisão preventiva pela polícia, a Justiça concedeu liberdade provisória ao suspeito na quinta-feira (1º), após uma audiência de custódia. Como medidas cautelares, o bombeiro está proibido de manter contato com familiares da vítima, teve o porte de arma suspenso e passará a exercer apenas atividades administrativas na Polícia Militar.

Com informações de UOL, Terra e G1.

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