Domingo, 11 de outubro de 2026
Brasil

Polícia de SP apura se jovem morto com 45 disparos provocou ação da PM

Investigação analisa histórico de 16 chamados forjados pela vítima; corregedoria examina conduta de agentes

A Polícia Civil do Estado de São Paulo e a Corregedoria da Polícia Militar investigam a morte de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, atingido por 45 disparos efetuados por quatro policiais militares na madrugada de sábado (10), na alameda dos Guaramomis, no bairro de Moema, zona sul da capital paulista.

A principal linha de apuração trabalha com a hipótese de suicídio provocado pela polícia, situação em que uma pessoa induz deliberadamente agentes de segurança a atirarem contra ela. O caso coloca em discussão os protocolos de atendimento a ocorrências psiquiátricas e a proporcionalidade do uso de armas de fogo pelas forças de segurança pública.

Segundo integrantes da cúpula do governo paulista, registros oficiais apontam que, desde 2022, o jovem havia feito pelo menos 16 ligações à corporação denunciando homens armados que estariam cometendo crimes. Ao chegarem aos locais indicados, as viaturas constatavam que a pessoa descrita nas chamadas era o próprio rapaz. Os investigadores agora apuram se a ligação que deslocou a equipe até Moema também partiu dele.

Familiares relataram aos policiais que o jovem residia com a mãe e irmãs e fazia tratamento com antidepressivos desde o ano passado, mas a família declarou que não vai comentar o episódio por enquanto. Integrantes da Polícia Civil ressaltam que, independentemente da conduta da vítima, o número elevado de tiros configura evidente desproporcionalidade que deve ser apurada para apurar a responsabilidade penal dos quatro militares.

Precisa de ajuda? O CVV atende pelo telefone 188, de graça, 24 horas.

Com informações de UOL e Folha.

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