Terça-feira, 06 de outubro de 2026
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Polícia francesa investiga denúncias de violência em protestos estudantis

Sindicato de trabalhadores passou a integrar os atos para oferecer proteção aos alunos nas ruas

Bandeira da França
Protestos na França · Foto: MrTiagokremer / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A polícia da França confirmou a abertura de dez inquéritos internos para investigar denúncias de uso excessivo de força por parte de agentes de segurança durante os recentes protestos estudantis no país. Com a escalada de tensão, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), um dos principais sindicatos franceses, anunciou que passará a participar dos atos de rua com o objetivo exclusivo de proteger os alunos secundaristas.

A união formal das centrais sindicais aos manifestantes aumenta consideravelmente o peso do movimento e a pressão pública sobre a atuação do governo francês. A medida demonstra a gravidade das queixas em relação às táticas das tropas de choque, buscando garantir um escudo civil à integridade física dos mais jovens nas ruas.

De acordo com dados oficiais das autoridades e de entidades representativas, os violentos confrontos que se arrastam desde o início da mobilização já contabilizam 715 policiais e 215 estudantes feridos. Entre os incidentes mais graves relatados, um adolescente de 15 anos perdeu a mão após ter recolhido uma granada disparada pelos policiais. Até o momento atual, os dados indicam mais de 5.000 detenções, sendo que 87% dos autuados são menores de idade.

O governo da França rejeita as acusações sistemáticas e alega que os protestos foram sequestrados por ativistas de extrema esquerda, promovendo o caos de forma intencional. Como reação aos prejuízos em prédios escolares, dos quais 24 foram depredados ou incendiados, o governo propõe repassar os custos dos reparos diretamente aos responsáveis. Paralelamente, o Ministério da Educação segue na tentativa de pacificar os ânimos, prometendo analisar as antigas demandas por melhorias na infraestrutura educacional e salários dos professores.

Com informações de RTP Notícias (Portugal) e UOL.

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