Domingo, 11 de outubro de 2026
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Mundo

Protestos contra disparada dos aluguéis e fundos imobiliários tomam cidades da Espanha

Morte de aposentada despejada após 70 anos em imóvel intensifica pressão sobre o governo espanhol

Milhares de manifestantes ocuparam as ruas de cidades da Espanha e montaram acampamentos com tendas para protestar contra a escalada dos preços de aluguel e a atuação de fundos de investimento imobiliário no mercado habitacional do país.

A crise de acesso à moradia ameaça o orçamento das famílias espanholas e já condiciona o debate político nacional, pressionando o governo central a adotar medidas mais rígidas de controle de preços às vésperas de possíveis eleições antecipadas.

A onda de atos públicos eclodiu no mês passado e ganhou força após a morte de Maricarmen Abascal, uma aposentada de 87 anos que faleceu dias depois de receber uma notificação de despejo do apartamento onde residia há mais de 70 anos. Embora manifestantes atribuam o encarecimento aos chamados fundos abutres, especialistas como o economista Jorge Galindo, do Centro de Política Econômica Esade, apontam que levantamentos do Banco da Espanha mostram que apenas 8% dos imóveis pertenciam a grandes corporações em 2024, indicando que a escassez estrutural de moradias também alimenta a crise.

O governo de coalizão liderado pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) tenta articular pacotes para congelamento temporário de aluguéis e proteção contra despejos enquanto os movimentos sociais mantêm os protestos programados.

Com informações de BBC News, Al Jazeera e The Independent.

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