Queda forte dos juros gera lucro de até 30% em títulos do Tesouro Direto
Títulos prefixados e atrelados à inflação tiveram uma das maiores desvalorizações de taxas desde o início da série histórica em 2005
O recuo expressivo nas taxas de juros oferecidas pelos títulos públicos na última segunda-feira (5) beneficiou os investidores que compraram papéis do Tesouro Direto nos momentos de alta. O movimento, conhecido no mercado financeiro como marcação a mercado, ampliou os ganhos daqueles que decidem vender os títulos antes do prazo de vencimento.
A valorização ocorre porque, quando a taxa de juros futura cai, o preço do título sobe para compensar a diferença. Segundo levantamento do InfoMoney, as quedas registradas na abertura do mercado para títulos como o Tesouro Prefixado 2032 e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 foram as segundas maiores desde o início da série histórica do Tesouro Nacional, em 2005.
O papel que registrou a maior valorização foi o Tesouro IPCA+ com vencimento para 2050. Uma simulação mostra que quem aplicou R$ 10 mil no final de julho, quando o título oferecia inflação mais uma taxa de 7,54% ao ano, poderia resgatar R$ 12.953,47 na segunda-feira. O salto representa um lucro bruto de quase 30% em pouco mais de dois meses.
Os investidores que possuem esses títulos agora podem decidir se mantêm o dinheiro até a data de vencimento, recebendo a taxa contratada originalmente, ou se vendem antecipadamente para colocar o lucro rápido no bolso.
Com informações de InfoMoney e Google Notícias.
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