Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
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Economia

Rede Dr.consulta capta aporte ligado ao Banco Mundial para financiar expansão

Empresa vende 30% do capital para consórcio e quer mais que dobrar atendimento no Brasil até 2030

Sede do Banco Mundial em Washington
Foto: AgnosticPreachersKid / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A rede de centros médicos populares Dr.consulta anunciou a captação de um aporte no valor de R$ 155 milhões liderado pela International Finance Corporation (IFC), braço de investimentos privado do Banco Mundial. Com o negócio, a companhia repassou 30% do seu capital para um consórcio de investidores que inclui também o fundo Lightrock, o BID Invest e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica).

O objetivo do investimento é financiar o crescimento da empresa no Brasil, expandindo as operações de telemedicina e a inauguração de novas clínicas físicas, atualmente restritas aos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. A meta estipulada pela rede é sair de 4 milhões para 10 milhões de pacientes atendidos por ano até 2030.

Massanori Shibata Jr., diretor-executivo do Dr.consulta, explicou que a injeção de capital foi movida pela oportunidade de parceria, já que a empresa afirma ter chegado ao ponto de equilíbrio financeiro em 2024. "A gente percebeu que temos muitos pacientes fora do eixo de atendimento físico que atuamos", afirmou, ao mencionar que o fundo do Banco Mundial tem entre suas metas o aumento do acesso à atenção primária em saúde globalmente.

Criado inicialmente como uma opção para pessoas de baixa renda sem convênio médico, o Dr.consulta funciona hoje por meio de pagamento avulso ou por um sistema de assinatura mensal, que representa a maior parte (60%) do faturamento. O serviço calcula encerrar o ano com uma receita de R$ 600 milhões.

A direção descartou novas rodadas de captação e admitiu que os próximos passos miram a devolução do retorno aos fundos de investimento. O cenário habitual para isso prevê a venda da operação ou a oferta de ações na Bolsa de Valores (IPO).

Com informações de UOL e Folha.

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