Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Ciência

Referência em superdotação contesta modelo de cadastro nacional aprovado no Brasil

Psicólogo norte-americano Joseph Renzulli afirma que inteligência vai além do QI e critica listagens escolares rígidas

O psicólogo norte-americano Joseph Renzulli, de 90 anos, considerado uma das maiores autoridades mundiais na área de superdotação e altas habilidades, manifestou ressalvas sobre a nova lei brasileira que institui um cadastro nacional de estudantes superdotados.

A declaração ocorreu em entrevista na qual o pesquisador respondeu a questionamentos elaborados por crianças brasileiras, momento em que alertou que modelos cadastrais rígidos costumam se prender a métricas limitadas e deixam de fora talentos que não se enquadram em avaliações padronizadas.

Professor emérito da Universidade de Connecticut, Renzulli transformou os estudos sobre altas habilidades nos anos 1970 ao propor a Teoria dos Três Anéis, defendendo que a superdotação decorre do encontro entre habilidade acima da média, criatividade e comprometimento com tarefas, superando a visão restrita a testes de Quociente de Inteligência (QI) superiores a 130 pontos.

Criador do Modelo de Enriquecimento Escolar, o especialista recomenda que as instituições de ensino ofereçam primeiro atividades diversas a todos os matriculados para despertar interesses antes de aprofundar projetos com os estudantes que demonstram vocação, metodologia que ele contrapõe à catalogação de alunos aprovada pelo Congresso em junho.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise