Sem opositores viáveis, Gianni Infantino segue a passos largos para a reeleição na Fifa
Entidades europeias não definiram candidato em meio ao curto prazo das inscrições para a próxima assembleia de votação
A cerca de cinco meses do Congresso eletivo para escolher o presidente da Fifa, as associações esportivas mundiais ainda não apresentaram um candidato oficial para enfrentar nas urnas o controverso mandatário da federação, o ítalo-suíço Gianni Infantino.
A manutenção da falta de um nome concorrido a poucos meses da reta final indica uma possível acomodação de forças, garantindo a continuidade da mesma política adotada no futebol global desde que ele assumiu o comando em 2016.
A resistência à gestão teve origem com atritos motivados logo após o término da última Copa do Mundo. Naquela oportunidade, Infantino perdeu apoios ao promover uma ideia sem consenso para lançar e criar a Fifa Forward Entreprise (FFE), uma companhia aberta destinada a alocar verbas de investidores bilionários estrangeiros diretamente nos negócios da entidade.
O quadro levou a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), juntamente com blocos do continente americano e da Ásia, a planejar a deposição do presidente. Apesar das seguidas reuniões secretas, a ala não chegou ao denominador de uma nova personalidade forte. O prazo encerra compulsoriamente no dia 18 de novembro.
O impasse ocorre devido às pesadas amarras políticas que proíbem um nome de origem europeia. A Uefa defende que colocar um representante regional daria a sensação de dominação do mundo aos olhos dos demais clubes. Por essas razões, Aleksander Ceferin, homem forte do grupo da Europa, não declarou uma campanha presidencial e descartou competir contra Infantino de forma solitária.
Com informações de UOL e Folha.
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