Série Habeas Corpus coloca a fragilidade do sistema penal e condenações injustas em debate
Obra nacional estrelada por Marjorie Estiano exibe os bastidores das prisões de inocentes pelas engrenagens do judiciário
A minissérie brasileira "Habeas Corpus", em exibição na Netflix, traz aos espectadores as falhas do sistema judiciário e a angústia provocada por condenações criminais equivocadas. Dirigida por Luiz Villaça e liderada no elenco por Marjorie Estiano, a ficção escancara o drama de pessoas presas por crimes que não cometeram, tema cada vez mais relevante no debate sobre segurança pública.
A trama gira em torno da tentativa de anular a condenação de Jonathan (Hipólyto), um jovem negro preso há seis anos, conduzida pela advogada Inez Franco (Marjorie) junto a um grupo de estudantes de Direito. Em vez de entregar certezas de imediato, a série faz do próprio questionamento sobre as provas sua espinha dorsal, refletindo como a lógica do judiciário frequentemente atropela o senso de justiça.
Para o diretor Luiz Villaça, o roteiro — que se inspira em várias histórias reais que acontecem nos tribunais do Brasil — convida à reflexão de por que certas populações se tornam invisíveis no sistema. "Sabemos a cor que a maioria dos condenados injustamente tem", disse Villaça, ressaltando o abismo entre o direito de defesa garantido por lei e a realidade das delegacias e varas criminais. Ele acrescentou que o maior impacto da obra é a constatação de que o tempo perdido na cadeia pelas vítimas do estado nunca pode ser devolvido.
Com informações de UOL e Folha.
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