Sexta-feira, 06 de novembro de 2026
Economia

Taxas do cartão de crédito e cheque especial continuam altas mesmo com Selic em 13,75%

Diferença entre custo de captação dos bancos e cobrança ao consumidor explica por que crédito bancário não acompanha taxa básica

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A taxa básica de juros da economia brasileira foi mantida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, mas os juros cobrados dos consumidores no cartão de crédito e no cheque especial permanecem em patamares muito superiores. Um levantamento do economista Pedro Fernando Nery destacou que essas duas linhas de crédito continuam no topo do ranking das modalidades mais caras do país.

A discrepância impacta diretamente o orçamento das famílias endividadas, que não percebem alívio financeiro imediato mesmo quando há expectativas de cortes na taxa de referência. Para o consumidor comum, a redução dos juros do crédito rotativo depende menos da movimentação direta da Selic e mais de reformas que reduzam os custos estruturais do sistema financeiro.

De acordo com a análise de Nery, a distância entre a taxa básica e o custo final ao tomador decorre principalmente do spread bancário — a margem entre o quanto as instituições pagam para captar recursos e o que cobram nos empréstimos —, além da inadimplência e de impostos. O economista aponta ainda que os juros da dívida pública também não caem automaticamente com cortes da Selic, pois os investidores exigem prêmios maiores quando percebem riscos fiscais na capacidade de pagamento do Estado.

O Ministério da Fazenda e o Banco Central mantêm em estudo medidas regulatórias voltadas à redução do spread bancário e ao aprimoramento das garantias de crédito. A próxima reunião do Copom para definir o futuro da taxa Selic está prevista para o próximo mês.

Com informações de Google Notícias e Estadão.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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