Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Brasil

Tenente-coronel acusado de matar a esposa contesta perícia no celular

Defesa do oficial da Polícia Militar aponta erros na apuração que recuperou mensagens apagadas e conversas sobre separação.

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, investigado e réu por feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a também policial Gisele Alves Santana, contestou a perícia criminal que recuperou mensagens cruciais sobre a separação do casal.

As inconsistências e o questionamento sobre os laudos técnicos prolongam a investigação e revelam a complexidade do caso envolvendo as supostas adulterações de cena de crime por oficiais militares.

Durante um interrogatório que durou mais de oito horas, finalizado na segunda-feira (5), o oficial da PM afirmou que as conversas de texto apontando a intenção de Gisele em se separar eram simuladas pela própria esposa. Ele defendeu perante as autoridades que, pessoalmente, a militar pedia para que ele não desse andamento no processo de divórcio.

No entanto, o relatório oficial da Polícia Civil, duramente criticado pela defesa do militar, concluiu que o telefone da vítima foi desbloqueado e teve parte das trocas de texto apagadas apenas alguns minutos após ela ser atingida por um tiro na cabeça.

Após uma varredura tecnológica, os peritos conseguiram recuperar diálogos enviados pela soldado na noite anterior à morte, incluindo ordens como "pode entrar com o pedido essa semana". Segundo o histórico do aplicativo, Gisele se mostrava firme em pedir a separação, enquanto o marido evitava dar respostas conclusivas. Os advogados da família de Gisele rejeitaram a justificativa do réu, ressaltando a validade das provas encontradas.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise