Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Política

Tereza Cristina cobra de Alcolumbre mudanças no texto da PEC sobre o fim da escala 6x1

Senadora defende que fim da jornada já está pacificado, mas diz que regras rígidas para a nova escala geram prejuízo às empresas

Tereza Cristina
Senadora Tereza Cristina no Senado · Foto: Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), recebeu na noite de quarta-feira (7) a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para debater o avanço e o teor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil. Designada pela oposição para negociar o andamento da pauta, a senadora cobrou o adiamento da votação a fim de que o texto possa receber mais aprimoramentos técnicos.

Durante a conversa, a parlamentar expôs a Alcolumbre que o texto precisa de um aprofundamento mais rigoroso antes de ir aos senadores no plenário principal e que não deve ser conduzido de "afogadilho". A senadora indicou que a necessidade de reduzir a jornada semanal é uma ideia que já está praticamente pacificada entre os parlamentares, mas que o desenho engessado da nova escala tem o potencial de destruir diferentes segmentos que atuam com particularidades na economia.

Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Tereza Cristina optou por votar contrária à proposta em sua redação primária. Segundo a senadora, a atitude não reflete uma posição antagônica aos trabalhadores, mas demonstra a impossibilidade de aprovar alterações na Constituição sem mapear claramente seus efeitos financeiros e gerenciais ao comércio e à indústria.

A partir das queixas apresentadas, Davi Alcolumbre assegurou que todo o processo da PEC seguirá as regras tradicionais do regimento interno da Casa. Dessa maneira, as frentes partidárias ganham a possibilidade de inserir ressalvas ou emendas de destaque no momento de debater oficialmente o projeto.

Com informações de UOL, Poder360 e Metrópoles.

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