TJSP condena professor de judô por injúria racial contra atleta em torneio esportivo
Tribunal reverteu absolvição de primeira instância e impôs prestação de serviços comunitários além de indenização à judoca
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A 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou o instrutor de judô Renan Augusto Furtado Rossi à pena de 1 ano e 9 meses de reclusão por injúria racial contra a judoca Talita Libório. O crime ocorreu durante a realização dos Jogos Abertos do Interior, no litoral paulista, em outubro de 2022.
A decisão reforça a aplicação rigorosa da legislação de combate ao preconceito racial no esporte brasileiro, penalizando condutas discriminatórias praticadas em ambientes esportivos. Durante o evento, o treinador ofendeu verbalmente a judoca, que competia pela delegação de São José dos Campos, dirigindo-lhe insultos de cunho depreciativo sobre a cor de sua pele e alegando irregularidades em suas vitórias.
O acórdão reverteu uma sentença anterior de primeira instância que havia absolvido o acusado alegando falta de comprovação de autoria. O desembargador relator Flavio Fenoglio acolheu o recurso apresentado pela atleta ao apontar que o relato da vítima foi firme, coeso e plenamente confirmado pelos depoimentos de testemunhas presenciais no ginásio.
A pena privativa de liberdade foi convertida pelo Judiciário em prestação de serviços comunitários e pagamento de R$ 5 mil em indenização por danos morais à judoca. Os advogados de defesa de Rossi declararam aos veículos de imprensa que pretendem recorrer da condenação junto às instâncias superiores em Brasília.
Com informações de G1 e Metrópoles.
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