Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
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Trump defende eleições na Ucrânia e troca de líder para acordo de paz

Presidente dos EUA culpa ataques de Kiev a refinarias russas por encarecer combustíveis antes de disputa legislativa

Donald Trump
Portrait of 45th and 47th POTUS, Donald Trump taken by Daniel Torok This portrait is displayed at the Smithsonian National Portrait Gallery and was approved for use on a commemorative Semiquincentenni · Foto: Daniel Torok / Wikimedia Commons (Public domain)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu que a Ucrânia realize novas eleições presidenciais para substituir Volodymyr Zelensky por um líder capaz de firmar um acordo de paz com a Rússia. As declarações foram feitas a jornalistas na Casa Branca no sábado (10), marcando uma forte cobrança pública da liderança norte-americana sobre o governo ucraniano.

A manifestação de Trump pressiona a aliança militar ocidental e sinaliza mudanças no suporte dado a Kiev, associando a condução da guerra no exterior a impactos na economia dos Estados Unidos. O presidente norte-americano criticou os bombardeios promovidos por drones ucranianos contra refinarias de petróleo da Rússia, alegando que os ataques contribuem para elevar os preços do combustível diesel no mercado norte-americano às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato.

Durante a entrevista, Trump declarou que Zelensky perdeu oportunidades concretas de negociar o fim das hostilidades com o governo de Vladimir Putin. Em contraste com a visão do chefe de Estado norte-americano, o comandante supremo aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Europa, general Alexus Grynkewich, defendeu que os países parceiros aumentem o auxílio militar e logístico aos ucranianos diante das ofensivas russas, apontando a existência de oportunidades pontuais para encerrar o conflito.

A realização de um pleito eleitoral na Ucrânia permanece vetada pela Constituição e pela legislação nacional enquanto durar o estado de lei marcial em vigor no território ucraniano, tornando incerta qualquer mudança política a curto prazo.

Com informações de Al Jazeera, France 24 e Bloomberg.

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