Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
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Últimas tropas dos Estados Unidos deixam o Iraque após mais de uma década

Retirada oficializa o fim da coalizão militar liderada por Washington contra o Estado Islâmico

Últimas tropas dos Estados Unidos deixam o Iraque após mais de uma década
Foto: Synaps commons / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

As últimas forças de combate dos Estados Unidos encerraram oficialmente suas operações no Iraque e deixaram o país nesta quarta-feira (30), marcando o fim de uma presença ininterrupta de mais de dez anos. O acordo de retirada havia sido negociado entre o primeiro-ministro iraquiano e o governo americano em um esforço para devolver a soberania militar total a Bagdá.

Em um comunicado do Pentágono, os EUA afirmaram que as missões da coalizão de combate ao Estado Islâmico foram formalmente finalizadas e que as bases militares ativas foram entregues para as forças de segurança nacionais do Iraque, cumprindo a agenda pactuada em setembro do ano retrasado.

A saída das tropas dividiu o país do Oriente Médio. Grupos paramilitares e milícias apoiadas pelo Irã celebraram a retirada americana como uma vitória e uma expulsão das forças ocidentais. Em contrapartida, líderes da região autônoma curda, no norte iraquiano, expressaram receio sobre a capacidade do governo central em manter a segurança interna e evitar a influência de forças extremistas.

Os EUA ainda devem manter uma pequena força militar atuando apenas em funções consultivas ou em apoio logístico para treinamento local, se limitando a missões que não envolvam confronto direto, segundo autoridades americanas. A mudança também ocorre em meio ao acirramento das tensões envolvendo conflitos vizinhos na Faixa de Gaza e no Líbano.

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