Domingo, 11 de outubro de 2026
Mundo

União Africana cobra combate ao tráfico após naufrágio com 139 mortos no Djibuti

Barco que levava 305 migrantes rumo ao Iêmen virou perto da costa; buscas continuam por 84 desaparecidos

O presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, cobrou neste domingo (11) medidas imediatas para combater o tráfico de migrantes após o naufrágio de uma embarcação superlotada na costa do Djibuti, no Chifre da África. O número de mortes confirmadas subiu para 139 e outras 84 pessoas continuam desaparecidas.

O desastre evidencia a gravidade humanitária da chamada "Rota do Leste", trajeto marítimo utilizado anualmente por dezenas de milhares de cidadãos africanos que tentam alcançar os países do Golfo Pérsico em busca de emprego. A tragédia pressiona governos africanos e agências das Nações Unidas a reforçar a vigilância contra redes clandestinas que lucram com viagens arriscadas.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), o barco transportava 305 pessoas — a maioria de nacionalidade etíope — e virou na madrugada do último dia 9 de outubro próximo à localidade de Guhere, poucos metros após deixar o litoral. Sobreviventes relataram que o barco já começou a inclinar pela popa assim que os passageiros embarcaram.

Mais de 80 pessoas conseguiram sobreviver, todas de origem etíope, sendo que 64 estão sob cuidados médicos e psicossociais em um centro de acolhimento mantido pela OIM na cidade de Obock. Em nota oficial, a liderança da União Africana manifestou pesar pelas vidas perdidas e defendeu cooperação continental para atacar a pobreza e promover canais regulares de imigração.

Com informações de RFI Brasil e UOL.

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