Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Mundo

Universitários marcham na Argentina contra cortes de verbas do governo Milei

Ato em defesa do ensino público reúne milhares de pessoas em Buenos Aires, incluindo estudantes brasileiros

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Milhares de professores, estudantes e dirigentes acadêmicos realizaram uma grande mobilização em Buenos Aires e em outras cidades argentinas para exigir o cumprimento da Lei de Financiamento Universitário. A legislação, aprovada pelo Congresso argentino em agosto de 2025, determina a correção periódica de salários e verbas de custeio conforme a inflação oficial, mas não vem sendo aplicada pelo Poder Executivo sob a alegação de proteção ao equilíbrio fiscal.

A disputa afeta o funcionamento das faculdades públicas e atinge diretamente cerca de 15 mil estudantes brasileiros que moram na Argentina. A maioria deles cursa Medicina na Universidade de Buenos Aires (UBA) e relata dificuldades na infraestrutura dos cursos, redução de bolsas de pesquisa e perda de poder aquisitivo dos docentes.

Segundo as entidades sindicais e acadêmicas, as universidades argentinas acumulam perdas salariais de 33,4%, corte de 47,7% nas verbas de manutenção e queda de 20% no valor das bolsas desde que o presidente Javier Milei assumiu o mandato, em dezembro de 2023. A mobilização também gerou repercussão política no Brasil, onde estudantes apontam paralelos com discussões econômicas para a eleição presidencial de 2026.

As lideranças estudantis e os sindicatos de docentes informaram que manterão o calendário de mobilizações e novas paralisações nas próximas semanas até que o governo federal argentino apresente uma proposta de recomposição orçamentária para as instituições de ensino.

Com informações de RFI Brasil, UOL e Terra.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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