Domingo, 04 de outubro de 2026
Política

Uso de inteligência artificial e decisões judiciais marcam corrida presidencial

Campanha eleitoral teve menos sobressaltos e debates, abrindo espaço para crises fora da política partidária

Tribunal Superior Eleitoral
Sede do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília · Foto: O Tribunal da Democracia / Wikimedia Commons (Public domain)

A campanha para a Presidência da República em 2026 chega ao fim neste fim de semana marcada por um clima sem os sobressaltos de pleitos anteriores, com os candidatos abusando de conteúdos gerados por inteligência artificial e fugindo de grandes embates na televisão.

Uma retrospectiva dos últimos meses revela que o protagonismo da disputa eleitoral frequentemente cedeu espaço para escândalos que dominaram o noticiário nacional de maneira indireta, como as seguidas crises no Supremo Tribunal Federal (STF) e abalos no mercado financeiro provocados pelo caso Banco Master. Esse vazio ajudou a tornar as campanhas visuais cada vez mais pasteurizadas nas redes sociais.

Entre os episódios que chamaram a atenção do eleitor estão os sobressaltos jurídicos na largada: em agosto, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) quase perdeu o prazo de inscrição porque foi filiado, à sua revelia, ao partido Missão, com um endereço de registro irônico. O erro só foi revertido após uma canetada do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. A semana decisiva também terminou mais fria do que o comum em razão do cancelamento do tradicional debate da Rede Globo na quinta-feira.

Com informações de UOL e Folha.

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