Vitória de Lula derruba ativos brasileiros no exterior e pressiona mercados
Papéis negociados nos Estados Unidos e contratos da moeda nacional recuam após definição da disputa eleitoral
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A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Partido dos Trabalhadores) na eleição presidencial provocou forte desvalorização nos contratos futuros e nas ações de empresas brasileiras negociadas no exterior entre a noite de domingo (25) e a madrugada desta segunda-feira (26).
A oscilação externa sinaliza um início de semana sob pressão no mercado doméstico, com expectativa de alta do dólar e dos juros futuros, além de perdas no índice da Bolsa de Valores brasileira. Para a população, a valorização da moeda americana e a alta das taxas encarecem compras internacionais, pressionam a inflação de alimentos e combustíveis e aumentam os custos de empréstimos bancários.
O cenário reverte o comportamento recente dos ativos nacionais, que vinham de uma sequência de ganhos na qual o dólar ficou cotado abaixo de R$ 5 e a Bolsa ultrapassou a marca histórica de 200 mil pontos, impulsionada pela aposta de investidores na candidatura do senador Flávio Bolsonaro (Partido Liberal). No exterior, o fundo EWZ, que reúne ações do Brasil em Nova York, registrou queda de 18,31%. No mercado futuro de moedas, o contrato do real com vencimento em novembro recuou 11,29% às 21h38 de domingo, segundo apuração do UOL, enquanto o Money Times informou recuo próximo a 10% na Bolsa de Chicago durante a madrugada.
Entre as empresas de grande porte com papéis cotados no mercado americano, a Petrobras registrou queda de 12,92%, acompanhada pelo Itaú Unibanco, com baixa de 12,72%, e pelo Bradesco, com redução de 12,29%. A mineradora Vale teve baixa menor, de 3,95%, e a Ambev recuou 0,61%. A intensidade das perdas levou analistas consultados pela Folha de S.Paulo a apontar o risco de acionamento do circuit breaker, mecanismo que suspende temporariamente os negócios para conter o pânico financeiro.
De acordo com o analista financeiro Luiz Ferreira, a primeira reação deve devolver parte dos ganhos recentes da Bolsa e elevar os juros para os níveis anteriores ao primeiro turno, em razão da perspectiva de gastos públicos elevados e de dificuldades de articulação política no Congresso Nacional. A definição prática dessa turbulência ocorrerá a partir da abertura oficial dos negócios no pregão brasileiro nesta segunda-feira (26), quando os investidores locais começam a operar com os resultados das urnas confirmados.
Com informações de UOL, Folha e Money Times.
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