Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Brasil

Acusados de queimar homem em situação de rua no Rio vão a júri popular

A Justiça manteve a prisão preventiva da dupla, que em 2025 jogou coquetéis molotov em uma calçada de Jacarepaguá e transmitiu o crime na internet.

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que os réus acusados de atear fogo em um homem em situação de rua com coquetéis molotov serão levados a julgamento por júri popular. O crime, que deixou Ludierley Satyro José, de 46 anos, com queimaduras de terceiro grau em 60% do corpo, ocorreu na calçada do bairro Pechincha, em Jacarepaguá, em fevereiro de 2025.

A resolução avança a punição por um crime que ganhou repercussão nacional pela maneira como foi realizado. Durante o ataque de madrugada, os responsáveis exibiram e filmaram as explosões em tempo real pela internet, através da plataforma Discord. Na época do crime, a vítima afirmou aos policiais e socorristas que apenas acordou com o barulho, percebendo repentinamente que seu corpo inteiro estava em chamas.

Além de submetê-los ao conselho de sentença, os magistrados decidiram manter a dupla em prisão preventiva. Na decisão, a Justiça justificou que soltá-los neste momento poderia promover a sensação de impunidade e incentivar que novos atos violentos do tipo contra populações vulneráveis fossem repetidos, planejados e transmitidos novamente pelas redes sociais.

Com informações de G1 e Google Notícias.

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