Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Ciência

Água do Pacífico atinge 2,1°C acima da média, mas El Niño forte ainda não se consolida

Agência climática dos Estados Unidos (NOAA) constatou o aumento no último mês, embora a variação do trimestre inteiro tenha ficado em 1,7°C

A agência climática dos Estados Unidos (NOAA) divulgou na quinta-feira (8) que as águas do oceano Pacífico equatorial marcaram 2,1°C acima da média histórica no registro de setembro. Apesar do número elevado na aferição isolada, a variação do último trimestre ficou contida em 1,7°C, o que preserva o status do fenômeno natural El Niño apenas na classificação "forte", descartando um "Super El Niño" por ora.

A exatidão neste monitoramento serve como alerta aos agricultores e gestores mundiais frente a possíveis desastres, alterando as precipitações na América do Sul ao longo dos próximos meses. Se a marcação superar oficialmente o patamar superior a 2°C de forma contínua, países na zona tropical correm mais risco com intempéries prolongadas, sejam grandes secas ou tempestades arrasadoras.

De acordo com os pesquisadores federais americanos, esse calor acentuado concentrado na região monitorada sob a linha do Equador já era detectado desde junho, seguindo a classificação moderada rumo à escalada atual. O acúmulo da temperatura nas porções superficiais das águas é gerado primordialmente pelas flutuações e pelas diminuições drásticas nas correntes de ventos locais.

Para os meteorologistas, mesmo que a classificação técnica mais dramática ainda não tenha sido acionada, as condições atmosféricas indicam uma chance elevada de um aquecimento histórico até o próximo ano. A agência reforçou que está observando de perto se haverá uma quebra de recorde, lembrando que a temperatura da água superou a margem impressionante de 2,4°C no fim do ano de 1982.

Com informações de UOL e Folha.

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