Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
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Política

Alesp renova bancadas com conservadora campeã de votos, Eduardo Suplicy e deputada trans

Composição da Assembleia de São Paulo terá forte contraste entre novatos de direita com presença digital e figuras políticas históricas da esquerda

Eduardo Suplicy
Eduardo Suplicy em 2023 · Foto: Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A nova composição da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) será marcada pelo contraste acentuado entre influenciadores conservadores recém-chegados e figuras históricas da política nacional. A candidata mais votada foi a jovem Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, que somou expressivos 1,9 milhão de votos. Apoiada por uma forte presença nas redes sociais, a vereadora de Praia Grande (SP) se autodeclara como "a maior inimiga das feministas".

O resultado das urnas reflete a polarização de ideias que deverá dominar os debates na Casa a partir de 2027. Do lado oposto do espectro político, o segundo candidato que mais recebeu votos foi o veterano economista Eduardo Suplicy (PT), de 85 anos. Eleito com 654 mil votos, Suplicy retorna ao cargo defendendo pautas habituais da esquerda, como a renda básica universal e o acesso facilitado à cannabis medicinal, dividindo os corredores com a colega e ex-prefeita Luiza Erundina (PSOL).

O Legislativo paulista também ganhará novos contornos de representatividade social com a vitória de Sofia Favero (PSOL), que integrará a bancada do partido atuando como deputada trans. Agora eleitos oficialmente pela população, os parlamentares assumirão as cadeiras a partir do ano que vem, definindo os rumos legislativos do maior estado do país sob uma realidade de extrema diversidade ideológica.

Com informações de UOL e Folha.

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