Domingo, 11 de outubro de 2026
Economia

Argentina perde mais de 32 mil empresas no sistema de trabalho sob governo Milei

Queda de 6,3% nos registros patronais reflete custos em alta e retração do consumo no mercado vizinho

Javier Milei, presidente da Argentina
Foto: Elekes Andor / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

O total de empresas empregadoras cadastradas na Argentina encolheu 6,3% entre novembro de 2023 e julho deste ano, acumulando uma perda de mais de 32 mil registros formais durante a presidência de Javier Milei. Os dados oficiais constam da Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT), órgão ligado ao governo argentino.

O indicador aponta a retração da atividade produtiva para trabalhadores e investidores, impulsionada pela queda no consumo das famílias, encarecimento de tarifas públicas e maior entrada de artigos importados. O cadastro patronal passou de 512.357 unidades para 480.067, marcando em julho o 18º mês consecutivo de redução, período em que o país também fechou 3.485 vagas formais.

Especialistas da Confederação Argentina da Média Empresa (CAME) ressaltam que o cancelamento do registro no seguro de trabalho não significa obrigatoriamente a falência da companhia, pois pode decorrer da dispensa de empregados formais ou de reestruturações cadastrais. Entidades do setor produtivo e o governo debatem agora possíveis medidas tributárias para conter o encerramento de novas vagas nos próximos meses.

Com informações de Google Notícias e G1.

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