Artigo debate o silêncio político sobre a descriminalização do aborto no Brasil
A luta histórica pelos direitos reprodutivos das mulheres no Brasil voltou à tona após as mobilizações do Dia Latino-Americano e Caribenho de Luta pela Descriminalização e Legalização do Aborto, marcado em 28 de setembro. O debate ganhou força em artigo opinativo que alerta para o silêncio das candidaturas presidenciais e os riscos que as mulheres seguem correndo diante de legislações restritivas e criminalizadoras.
O texto relembra o legado de Amelinha Teles, ativista que faleceu recentemente. Durante a Assembleia Nacional Constituinte nos anos 1980, ela já defendia uma emenda popular abordando a necessidade de acesso seguro ao procedimento como pilar democrático para as mulheres e pontuava que a falta de acesso empurra gestantes para métodos perigosos, resultando em sequelas e centenas de mortes anuais.
A autora do artigo aponta que o tema da legalização do aborto e da saúde feminina foi preterido nas eleições por estratégias de campanha. O texto argumenta que, enquanto um lado é apoiado por alas que buscam dificultar até mesmo os abortos legais, o outro lado do espectro político adota o silêncio como postura, mantendo o tema como um tabu e uma promessa não cumprida de igualdade nas discussões democráticas.
Com informações de UOL e Folha.
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