Sábado, 10 de outubro de 2026
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Atraso de governo português põe em risco apoio em escolas para alunos com deficiência

Associação aponta que milhares de famílias estão sem psicólogos e terapeutas um mês após o início do ano letivo.

Milhares de estudantes de Portugal que necessitam de educação especial correm o risco de ficar sem apoio escolar de psicólogos e terapeutas. A situação acontece porque os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) do país estão sem saber quanto de verba receberão no atual ano letivo para conseguir pagar pelo trabalho desses profissionais.

O atraso atinge em cheio as crianças com deficiência ou maiores necessidades educacionais do país. Embora já se tenha completado um mês do início das aulas escolares, as unidades de atendimento e de recursos relatam não ter dinheiro liberado e aguardam, de forma inédita e imprevisível, os orçamentos necessários vindos do Ministério da Educação.

São 98 equipes dos CRI pelo país prestando serviços de melhoria na qualidade de vida das crianças de forma terceirizada para o governo. A Federação Portuguesa para a Deficiência Mental, chamada de Humanitas, apontou estar indignada e recebendo reclamações diárias de milhares de famílias portuguesas afetadas.

Para a federação, a lentidão está gerando a paralisação ou a sobrecarga severa do acompanhamento a crianças, o que prejudica tanto o ensino público quanto a rotina escolar de famílias necessitadas. Sem as verbas do ministério garantidas por todo o ano letivo, a Federação classifica como inadmissível que o serviço fundamental a jovens não esteja em seu total desempenho diário.

Com informações de Público (Portugal), RTP Notícias (Portugal) e Observador (Portugal).

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