Atraso em tratamento de ebola eleva número de mortos no Congo
Nova estrutura de contenção em Mongala começou meses após o anúncio da emergência global pela OMS
A instalação tardia de um novo centro de tratamento para conter o vírus do ebola na cidade de Mongala, no leste da República Democrática do Congo, está sendo apontada como um agravante para o alto número de mortos na região africana.
Profissionais de saúde locais afirmam que vidas poderiam ter sido poupadas se as ações sistemáticas tivessem começado no local em junho. Enquanto outras cidades da província de Ituri receberam leitos nas primeiras semanas após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar emergência sanitária em maio, Mongala só viu o ritmo das obras e da contenção ganhar força em agosto.
O surto atual no país, o segundo maior de que se tem registro histórico, já avançou por sete províncias e causou o óbito de mais de 3.900 pessoas. Apesar do panorama crítico e da lentidão governamental apontada, dados de controle locais atestam que a curva de novos casos semanais registrou um limite máximo em agosto e exibe os primeiros sinais de estabilidade e controle.
Com informações de UOL e Folha.
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