Bahia e Distrito Federal reúnem casos na nova lista suja do trabalho escravo
Cadastro atualizado pelo governo aponta ocorrências em construções, casas de família e produção de carvão nos dois entes.
O Distrito Federal e a Bahia despontaram com novas ocorrências na mais recente atualização da lista suja do trabalho análogo à escravidão, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O cadastro, que expõe empresas e pessoas físicas flagradas explorando funcionários em condições degradantes, revelou a presença de 12 empregadores punidos apenas no Distrito Federal.
A Bahia foi o segundo estado com mais casos em todo o país nessa rodada, atrás apenas de Minas Gerais, registrando sete novas inclusões na lista oficial. As ações da Auditoria-Fiscal do Trabalho no estado resultaram no resgate de dez trabalhadores na Região Metropolitana de Salvador e no interior baiano, com violações encontradas na construção civil, em carvoarias e até no emprego doméstico.
As condições flagradas pelos fiscais na Bahia escancaram a dura precariedade imposta às vítimas. Em Camaçari, pedreiros dormiam de forma improvisada dentro das casas em obras, sem higiene adequada. Já em Lauro de Freitas, funcionários de um galpão de carvão dormiam no chão, bebiam água da torneira e operavam sem nenhum equipamento de proteção ou registro na carteira.
Com informações de Metrópoles e G1.
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