Bancada evangélica na Câmara perde quatro de seus ex-presidentes nas urnas
Resultados das urnas mostram desgaste e evidenciam esgotamento com perdas de lideranças antigas
A maioria absoluta das lideranças evangélicas veteranas ligadas à direção parlamentar no Congresso Federal foram punidas e rejeitadas pelo eleitor no decorrer da disputa em 2026, com quatro de um total de cinco antigos presidentes de frente fracassando em garantir seus novos mandatos federais.
O desempenho reflete de forma categórica um desgaste estrutural profundo da velha guarda e consolida na Câmara um padrão irreversível de envelhecimento para candidatos forjados sob pautas tradicionais durante governos antigos perante novos eleitores mais pragmáticos na renovação dos congressistas cristãos que chegam à Casa.
Da relação de presidentes desde os movimentos formados no ano de 2018 até a atualidade, os resultados asseguraram sobrevivência somente e pontualmente para o ex-bolsonarista Sóstenes Cavalcante, membro oficial do PL fluminense com respaldo da alta cúpula evangélica da região do RJ, que conseguiu com êxito ser vitorioso figurando inclusive com a oitava ou sétima margem eleitoral estadual nos números definitivos divulgados pelas urnas da federação.
Dentre os expurgos mais marcantes de veteranos de templos conservadores destacam-se a derrota humilhante nas reeleições para deputados estaduais ou cargos de federais como Gilberto Nascimento, eleito e posteriormente suplente do estado, e a saída histórica do pastor de quase 30 anos acumulados Silas Câmara (Republicanos-AM). Já os deputados Cezinha de Madureira e Eli Borges perderam suas campanhas locais e cederão vaga após atuarem ativamente na presidência do agrupamento evangélico em outras temporadas do governo.
Eles acompanham também outros fortes baques a familiares históricos cristãos, tendo com o missionário milionário R.R Soares que colocou diversos do seus membros de confiança e quatro de seus parentes próprios sob a máquina nos estados vizinhos ao RJ e falhando massivamente os registros após a sua tentativa desesperada e arriscada não passar à frente dos votos com o desfalque que o novo povo religioso proferiu na base que vinha regendo essas relações.
Com informações de UOL e Folha.
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