Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Política

Bancada evangélica na Câmara perde quatro de seus ex-presidentes nas urnas

Resultados das urnas mostram desgaste e evidenciam esgotamento com perdas de lideranças antigas

Bancada evangélica
Plenário do Senado Federal durante sessão solene do Congresso Nacional para celebrar os 107 anos da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas (Ieadam) e os 32 anos da Rede Boas Novas. A Assembl · Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A maioria absoluta das lideranças evangélicas veteranas ligadas à direção parlamentar no Congresso Federal foram punidas e rejeitadas pelo eleitor no decorrer da disputa em 2026, com quatro de um total de cinco antigos presidentes de frente fracassando em garantir seus novos mandatos federais.

O desempenho reflete de forma categórica um desgaste estrutural profundo da velha guarda e consolida na Câmara um padrão irreversível de envelhecimento para candidatos forjados sob pautas tradicionais durante governos antigos perante novos eleitores mais pragmáticos na renovação dos congressistas cristãos que chegam à Casa.

Da relação de presidentes desde os movimentos formados no ano de 2018 até a atualidade, os resultados asseguraram sobrevivência somente e pontualmente para o ex-bolsonarista Sóstenes Cavalcante, membro oficial do PL fluminense com respaldo da alta cúpula evangélica da região do RJ, que conseguiu com êxito ser vitorioso figurando inclusive com a oitava ou sétima margem eleitoral estadual nos números definitivos divulgados pelas urnas da federação.

Dentre os expurgos mais marcantes de veteranos de templos conservadores destacam-se a derrota humilhante nas reeleições para deputados estaduais ou cargos de federais como Gilberto Nascimento, eleito e posteriormente suplente do estado, e a saída histórica do pastor de quase 30 anos acumulados Silas Câmara (Republicanos-AM). Já os deputados Cezinha de Madureira e Eli Borges perderam suas campanhas locais e cederão vaga após atuarem ativamente na presidência do agrupamento evangélico em outras temporadas do governo.

Eles acompanham também outros fortes baques a familiares históricos cristãos, tendo com o missionário milionário R.R Soares que colocou diversos do seus membros de confiança e quatro de seus parentes próprios sob a máquina nos estados vizinhos ao RJ e falhando massivamente os registros após a sua tentativa desesperada e arriscada não passar à frente dos votos com o desfalque que o novo povo religioso proferiu na base que vinha regendo essas relações.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise