Banco Mundial projeta alta acumulada de 18% nos preços de alimentos até 2027
Relatório aponta impactos do clima com El Niño, quebras de safra de arroz e restrições de transporte marítimo
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Os preços globais das matérias-primas agrícolas devem registrar um aumento acumulado de 18% ao longo dos próximos dois anos, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Banco Mundial. A estimativa da instituição financeira prevê um reajuste médio de 10% em 2026 e um avanço adicional de 7% em 2027 para os alimentos básicos no mercado internacional.
O movimento encarece o custo da cesta básica para as famílias e impõe desafios aos governos no controle da inflação, revertendo uma sequência de quedas de 21% acumulada entre 2022 e 2025. O arroz está entre os itens mais vulneráveis à escalada, com previsão de alta de 10% neste ano e de 11,6% no próximo, em meio à primeira retração da safra global do cereal em dez anos.
De acordo com o levantamento, o encarecimento resulta da redução nas colheitas de grãos na Ásia em decorrência das alterações provocadas pelo fenômeno meteorológico El Niño, além de bloqueios logísticos para escoar cargas pelo mar Negro. O documento também adverte que eventuais proibições de exportação adotadas por países produtores e políticas de incentivo a biocombustíveis tendem a restringir ainda mais a oferta de comida.
O cenário projetado pelo órgão parte do pressuposto de que os custos de adubos e fertilizantes agrícolas recuarão em 2027. O Banco Mundial alertou, contudo, que caso as tensões internacionais se intensifiquem ou as quebras de safra superem as previsões, o valor dos grãos poderá saltar até 20% acima da estimativa básica atual.
Com informações de UOL e Folha.
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