Base eleitoral de Lula encolhe em municípios, mas esquerda mantém vagas no Congresso
Presidente perdeu cerca de 3,4 milhões de eleitores na comparação com o pleito de 2022, enquanto forças conservadoras registraram avanço
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu uma perda de cerca de 3,4 milhões de eleitores espalhados por 98% dos municípios brasileiros nas eleições de 2026, quando os números são comparados aos votos recebidos por ele no pleito de 2022.
O enfraquecimento do apoio nas bases locais expõe a mudança no perfil do eleitorado e o fortalecimento das alas conservadoras em diversas regiões, exigindo novas estratégias de governabilidade para o atual mandato.
De acordo com dados preliminares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), analisados pelo cientista político Marco Faganello, a queda no eleitorado petista ocorreu em quase todo o país, poupando apenas as grandes capitais. A soma de votos reduziu a diferença entre Lula e seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro, consolidando a disputa majoritária.
Apesar de o cenário indicar uma expansão orgânica da direita no Executivo e no Legislativo, encabeçada principalmente pelo forte crescimento do Partido Liberal (PL), a esquerda não sofreu uma derrota desproporcional nas casas de leis e conservou a sua base de parlamentares, mantendo seu tradicional patamar minoritário.
Na nova composição da Câmara dos Deputados, o Partido dos Trabalhadores (PT) ampliará de 65 para 70 as suas cadeiras. O PSOL ganhou um assento, enquanto o PSB perdeu dois, o PDT caiu quatro e o PCdoB ficou sem representantes. Já no Senado, o PT garantiu seus nove senadores e a Rede segurou sua vaga única; o PSB baixou de seis para quatro e o PDT perdeu um parlamentar.
Com informações de UOL e Folha.
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