Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Economia

BlackRock projeta crescimento de 30% no Brasil em 2027, independentemente da eleição

Maior gestora de ativos do mundo aposta em aumento do interesse de brasileiros por aplicações internacionais e fundos de índice

Larry Fink, CEO da BlackRock
Foto: Kena Betancur / European Commission / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A BlackRock, reconhecida como a maior gestora de ativos em escala global, estima que sua base de recursos no Brasil sofrerá uma expansão na ordem de 30% até o ano de 2027. Para os executivos da empresa, esse crescimento constante ocorrerá independentemente do vencedor ou do ambiente desenhado pelo desfecho das eleições presidenciais e parlamentares.

De acordo com Bruno Barino, CEO da gestora no Brasil, a perspectiva se apoia na alteração de foco do investidor local. Atualmente, os escritórios relatam que o volume das operações brasileiras está subindo de 30% a 35% em 2026, conseguindo uma recuperação clara após uma expansão modesta em 2025 e fuga de capitais no ano retrasado. Quase a totalidade dessa captação no país, cerca de 90%, é destinada às aplicações fora do território nacional (offshore).

O executivo destaca que os fundos negociados em bolsa (ETFs) são as pontas de lança dessa popularização financeira. Gerenciando globalmente cerca de US$ 5,5 trilhões sob a marca iShares, a BlackRock espera que o Brasil incorpore fortemente a tendência mundial, forçando o mercado a caminhar rumo aos extremos: ou buscando produtos totalmente passivos, ou aplicando em negócios alternativos de alta especialização.

Com informações de Money Times, UOL e Folha.

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