Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
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Bombardeios em Gaza seguem diários um ano após anúncio de plano de paz, diz ONU

Território palestino registra quase quatro mortes por dia nos últimos doze meses, com Israel ocupando 60% da área militarmente

Gaza
Bombardeios diários na Faixa de Gaza · Foto: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

A Faixa de Gaza segue sofrendo com bombardeios diários de Israel e permanece sem solução para a crise humanitária três anos após o ataque do grupo Hamas, ocorrido em 7 de outubro de 2023. Um relatório divulgado pelo Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários (Ocha) revelou que os ataques aéreos contra áreas habitadas não cessaram, frustrando as expectativas de um "plano de paz" liderado pelos Estados Unidos.

A ausência de avanço nas negociações agrava a mortandade na região, mesmo após um anúncio de cessar-fogo feito de forma fracassada em outubro de 2025. Dados do Ministério da Saúde local apontam que, desde aquela promessa de trégua no ano passado, 1.431 palestinos morreram, o equivalente a quase quatro vítimas a cada 24 horas. Atualmente, os israelenses ocupam militarmente 60% de todo o território de Gaza.

Para a professora de relações internacionais Isabela Agostinelli, que conversou com a Agência Brasil, as condições dos quase 2 milhões de palestinos não apresentaram melhoras porque a entrega de suprimentos continua bloqueada. O Conselho de Paz encabeçado pelo norte-americano Donald Trump não demonstrou capacidade de promover a reconstrução e Israel continua controlando as fronteiras rigidamente.

O cenário tende a se agravar ainda no mês de outubro deste ano pela falta de verba internacional. O levantamento da ONU alertou que a produção das refeições quentes enviadas à população de Gaza por entidades beneficentes sofrerá uma redução significativa porque não há mais financiamento para sustentar essas operações.

Com informações de Agência Brasil e Brasil de Fato.

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