Domingo, 25 de outubro de 2026
Política

Campanha de Lula pede prisão de secretário e de chefe da SPTrans em SP

Representação afirma que frota municipal circulou abaixo do determinado pela Justiça Eleitoral no segundo turno

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Ônibus da SPTrans em São Paulo
Veículo com a marca da SPTrans na capital paulista · Foto: MacGyver Santista / Wikimedia Commons (CC0)

A Federação Brasil da Esperança, que reúne os partidos de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu neste domingo (25 de outubro de 2026) à Justiça Eleitoral a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte de São Paulo, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da São Paulo Transporte (SPTrans), Victor Hugo Borges.

A representação trata da garantia do direito de voto de milhões de moradores da capital paulista no segundo turno da eleição presidencial. A coligação sustenta que a administração municipal reteve veículos nas garagens deliberadamente, descumprindo ordens judiciais e prejudicando a chegada dos cidadãos aos colégios eleitorais.

Na véspera do pleito, a Justiça Eleitoral de São Paulo havia determinado que a prefeitura e a SPTrans colocassem em circulação 100% da frota de dias úteis com passe livre, sob pena de multa de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e aos dirigentes do órgão. Em nota oficial, a SPTrans declarou que só foi notificada da decisão às 13h10 do sábado (24), menos de 12 horas antes do início da operação, repassando a ordem às concessionárias dos 32 lotes da capital. Dados do aplicativo Infobus anexados à petição apontam que, às 13h20 deste domingo, 9.892 dos 13.790 ônibus operavam normalmente, com 3.898 coletivos (28% da frota) fora de circulação.

Além da prisão em flagrante — aplicada quando alguém é detido no momento da infração ou logo após cometê-la —, a petição pede, como alternativa subsidiária, que Caldeira e Borges sejam conduzidos à Polícia Federal para registro de termo circunstanciado e afastados temporariamente de seus cargos. Ao comentar o episódio, Lula criticou a redução das viagens e declarou que prefeitos com essa conduta agem com má-fé.

Os gestores municipais são tratados como investigados na ação eleitoral. O caso aguarda decisão do juiz eleitoral de plantão, que avaliará a exigência de normalização plena da frota e os pedidos de responsabilização criminal.

Com informações de Poder360, Money Times, UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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