Domingo, 11 de outubro de 2026
Política

Campanha de Lula reage com revolta a bloqueio de canal no WhatsApp por Nunes Marques

Decisão do presidente do TSE atendeu a pedido de Flávio Bolsonaro e suspendeu grupo que chegou a 3 milhões de participantes

Kassio Nunes Marques
Ministro Kassio Nunes Marques durante posse na Presidência do TSE · Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral / Wikimedia Commons (Public domain)

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nota oficial neste domingo (11) manifestando 'estranheza e revolta' com a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão do canal 'Exército do Lula' no WhatsApp.

A medida atinge uma das principais ferramentas de mobilização digital da coligação governista na reta final das eleições de 2026, abrindo novo foco de atrito jurídico entre a campanha petista e a cúpula da Justiça Eleitoral.

O magistrado atendeu a uma representação movida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato de oposição à Presidência, alegando que o espaço propagava desinformação sistemática contra o rival e ensinava formas de burlar as regras de moderação do aplicativo. Sob coordenação do deputado federal André Janones (Rede), o canal havia registrado um crescimento acelerado em menos de uma semana, saltando de 50 mil para cerca de 3 milhões de inscritos.

O Partido dos Trabalhadores confirmou que ingressará com recurso judicial no próprio plenário do TSE para tentar restabelecer o canal de comunicação antes da votação do segundo turno, sustentando que a medida monocrática restringe desproporcionalmente a comunicação com os eleitores.

Com informações de Terra e CartaCapital.

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