Terça-feira, 20 de outubro de 2026
Política

Campanhas de Lula e Flávio revisam estratégias para debate final na TV Globo

Pesquisas qualitativas indicam que eleitores indecisos rejeitaram agressividade no confronto da Band

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Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista ao SBT Brasil · Foto: Lula Oficial / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) começaram a recalibrar suas estratégias para o último confronto direto antes do segundo turno, agendado para a próxima sexta-feira (23) na TV Globo. A reorganização interna ocorre após relatórios de pesquisas qualitativas indicarem que o debate anterior frustrou eleitores que ainda não definiram o voto.

O foco no eleitorado indeciso é considerado decisivo pelas duas chapas a menos de uma semana da votação marcada para 25 de outubro. Avaliações conduzidas por institutos de opinião apontaram que a troca de ofensas pessoais e a carência de compromissos programáticos objetivos causaram incômodo generalizado nos grupos acompanhados, sem promover alterações significativas no quadro eleitoral.

De acordo com o pesquisador Renato Dorgan, do instituto Travessia, os participantes de grupos focais classificaram o primeiro debate na TV Bandeirantes (Band) como tenso e desgastante. O diagnóstico partidário indicou que Lula transmitiu impressões de cansaço e pouca combatividade propositiva em momentos centrais, enquanto Flávio Bolsonaro conseguiu projetar firmeza em pautas ligadas à criminalidade, mas perdeu simpatia devido a interrupções contínuas e agressividade.

A reorganização de conteúdo também foi debatida na noite de segunda-feira (19) no canal GloboNews pelos coordenadores das campanhas, o ex-ministro Edinho Silva (PT) e o senador Rogério Marinho (PL), que defenderam as visões de seus candidatos sobre equilíbrio fiscal, gestão do Bolsa Família e medidas de segurança pública. Os núcleos eleitorais orientam agora que os concorrentes priorizem respostas programáticas e evitem discussões paralelas no embate decisivo de sexta-feira.

Com informações de G1 e IstoÉ.

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